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R$ 169,00
Sobre este vinho
O "Adrianinho" — como a Ramos Pinto carinhosamente batizou essa Reserva do Douro em formato meia-garrafa — é aquele tinto português que resolve a mesa pra dois sem cair naquela conta boba de "abre uma inteira ou fica sem?". Sabe quando o jantar é a dois, e uma garrafa cheia parece exagerada mas uma taça só parece pouco? Foi pra esse buraquinho da vida que a Ramos Pinto criou esse formato. Meio litro. Perfeito.
Diferente dos irmãos Porto (Ruby e Tawny), esse aqui é tinto seco tranquilo, feito com o mesmo blend nobre de castas autóctones do Douro, mas sem fortificação e com passagem em madeira que traz complexidade sem esconder a fruta. Na taça, aparece com um rubi profundo e vivo. No nariz, é generoso: cereja madura, ameixa, um toque de especiaria doce (canela, cravo suave), fundo de cedro e um leve floral de violeta. Na boca, tem corpo médio-alto, taninos maduros e polidos, acidez presente que dá vida ao gole, e um final longo com fruta e um toque de baunilha da madeira. É Douro em sua versão gastronômica, pronta pra mesa.
É o tipo de vinho que faz jantar a dois virar jantar completo.
**Teor alcoólico:** 13,5%
**Curiosidade**
O Douro é uma das regiões vinícolas mais antigas do mundo — foi demarcada oficialmente em 1756 pelo Marquês de Pombal, o que faz dela a região vinícola com denominação de origem mais antiga do planeta (Bordeaux, pra comparação, só ganhou classificação oficial em 1855). Por décadas, o Douro foi conhecido no mundo todo só pelo vinho do Porto, mas nos últimos 30 anos os produtores locais provaram que a mesma uva que faz Porto famoso faz tinto seco de altíssima qualidade. A Ramos Pinto foi uma das casas que puxou esse movimento — e o "Adrianinho" é um convite pra experimentar essa cara do Douro em formato descomplicado.
Harmonizações e notas
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🍷 HARMONIZAÇÕES THE SIMPLE SHOP × RADAR DO VINHO.
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Bacalhau à Brás com azeitonas pretas e broa de milho
Casamento à portuguesa. O bacalhau desfiado com batata palha pede um tinto que tenha estrutura sem esmagar o peixe, e o Adrianinho faz esse balanço com precisão — os taninos polidos limpam a gordura da batata, a acidez conversa com o azeite português, e as azeitonas pretas ecoam o fundo especiado do vinho. Prato clássico ganhando parceiro à altura.
Cordeiro assado lentamente com alecrim e batatas ao murro
Aqui o vinho brilha no encontro com carne de sabor marcante. O cordeiro pede um tinto com corpo e estrutura, e o Douro entrega isso com elegância portuguesa — as ervas dialogam com o toque de cedro do vinho, as batatas amassadas com azeite trazem conforto rústico, e cada garfada parece um jantar em Trás-os-Montes. Perfeito pra jantar a dois num sábado à noite.
Sanduíche prensado de pernil com queijo minas frescal
Simples e funciona. O pernil tem gordura que pede tanino, o queijo minas suaviza tudo, e o vinho equilibra com corpo médio e fruta madura. Almoço improvisado que vira almoço bom só de ter a garrafa (meia) do lado.
Massa fresca ao ragu de linguiça calabresa
Combinação despretensiosa e feliz. A linguiça calabresa tem gordura e leve picância que o Adrianinho acomoda com naturalidade, o molho de tomate dialoga com a fruta vermelha do vinho, e a massa fresca fecha com aquele carboidrato que combina com tinto. Jantar de terça-feira que parece de domingo.
No fim, o Adrianinho é sobre isso: Douro sério em formato prático, ideal pra mesa pra dois sem sobra, sem compromisso e sem perder a elegância portuguesa. Abre uns 20 minutinhos antes, serve em taça grande, e deixa a noite render. 🍷🇵🇹
Ficha técnica
Tipo
Tinto Douro DOC (não fortificado)
Uva(s)
blend clássico do Douro (Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca)
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