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R$ 84,78
Sobre este vinho
O Catedral é aquele tinto português que chega devagar e ganha você sem pressa. Sabe quando o vinho parece contar uma história a cada gole, com camadas que vão se abrindo aos poucos? É esse. Ele não briga por atenção — ele merece ela.
Nascido no Dão, uma das regiões mais elegantes de Portugal, ele reúne três uvas nobres: Touriga Nacional (a "rainha portuguesa", que dá estrutura e aromas florais), Tinta Roriz (o Tempranillo espanhol adotado por Portugal, trazendo fruta madura e maciez) e Alfrocheiro (uva local que aporta cor profunda e frescor herbal). Na taça, aparece com um rubi denso, elegante. No nariz, tem violeta, cereja preta, framboesa madura, um toque de especiarias e aquela nota sutil de granito e mata portuguesa. Na boca, é encorpado sem pesar, com taninos aveludados, acidez viva que mantém tudo em equilíbrio e um final longo, com um retrogosto mineral que faz você fechar os olhos.
É vinho que respeita a mesa e a conversa.
**Teor alcoólico:** 13,5%
**Curiosidade**
A região do Dão fica escondida num anfiteatro natural de montanhas no centro de Portugal, cercada pela Serra da Estrela e por outras cadeias que protegem os vinhedos dos ventos atlânticos. Os solos são de granito, o clima tem grande amplitude térmica, e é justamente esse conjunto que faz do Dão o berço dos tintos portugueses mais elegantes — muitas vezes comparados aos Borgonhas franceses pela finesse. O Catedral leva o nome em homenagem à catedral de Viseu, coração histórico da região. Beber é entrar numa igreja do vinho português.
Harmonizações e notas
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🍷 HARMONIZAÇÕES THE SIMPLE SHOP × RADAR DO VINHO.
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Bacalhau à Brás com azeitonas pretas e crocante de batata palha
Sim, tinto com bacalhau — e Portugal aprova. A intensidade do prato pede um vinho estruturado, mas com frescor pra não pesar, e o Catedral entrega os dois. As azeitonas pretas dialogam com a fruta madura do vinho, a batata palha traz textura, e o azeite português amarra tudo. É Portugal na mesa do começo ao fim.
Cabrito assado no forno com batatas ao alecrim
Prato clássico português que pede tinto à altura. Os taninos aveludados do Catedral abraçam a carne suculenta, as notas florais e herbais conversam com o alecrim, e a mineralidade do vinho encontra as batatas assadas na crosta. Almoço de domingo em família, uma dessas memórias que vão ficar.
Feijoada tradicional com laranja e couve
A intensidade da feijoada pede peso, e o Catedral tem — sem pesar demais. A acidez viva do vinho corta a gordura, a fruta madura equilibra o salgado do embutido, e a laranja faz a ponte final. Sábado de sol, mesa cheia, samba baixinho — o vinho segura a barra.
Sanduíche caprichado de rosbife com mostarda dijon e rúcula
Simples e certeiro. A carne mal passada encontra os taninos aveludados, a mostarda ganha companhia sofisticada, e a rúcula traz um amargor herbal que ecoa as notas florais do vinho. Almoço rápido de segunda-feira com pretensão de restaurante bom.
No fim, o Catedral é sobre isso: um tinto português que te ensina o significado da palavra elegância sem soar pretensioso. Decanta 30 minutos, respira junto, e aproveita cada camada. 🍷🏛️
Ficha técnica
Uva(s)
Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional
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