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R$ 99,50
Sobre este vinho
O Casa Grande Red Blend é o tipo de vinho que faz você olhar pro Uruguai com outros olhos. Sabe aquele preconceito silencioso de que "vinho bom da América do Sul é argentino ou chileno"? Ele existe pra desmontar isso. Uruguai é o segredo mais bem guardado dos entusiastas — poucos vinhedos, pouca escala, mas uma qualidade média absurdamente alta. E este blend é a prova concreta.
Feito em Canelones (a principal região vitícola do país, ao norte de Montevidéu) com Tannat, Cabernet Franc e Merlot, ele tem uma estrutura séria mas com uma alma bem uruguaia — de vinho que se leva à mesa, não à sala de degustação. A Tannat entra dando o osso da coisa: cor profunda, estrutura tânica, notas de frutas negras maduras. O Cabernet Franc adiciona uma pitada de pimenta verde, ervas e elegância. O Merlot arredonda tudo, entrega polpa e volume. Na taça, aparece com um rubi denso, quase opaco. No nariz é envolvente: ameixa preta, cassis, um toque de tabaco e cedro, e aquela nota mentolada típica do Cabernet Franc. Na boca é potente mas domado — taninos maduros, corpo médio-encorpado, boa acidez, final longo com um retrogosto de chocolate meio amargo e ervas secas.
É vinho pra quem gosta de tinto sério sem pretensão.
**Teor alcoólico:** 13,5%
**Curiosidade**
A Tannat é praticamente sinônimo de Uruguai — foi levada da região de Madiran, no sudoeste da França, por imigrantes bascos no final do século XIX, e encontrou no clima uruguaio (mais úmido, mais fresco que Mendoza) uma segunda casa perfeita. Hoje o Uruguai produz mais Tannat do que a própria França. Blends que combinam Tannat com uvas mais "diplomáticas" como Merlot e Cabernet Franc viraram assinatura do país: você ganha a estrutura brutal da Tannat sem o pancada tânico que ela pode ter sozinha. É engenharia de vinho no melhor sentido.
Harmonizações e notas
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🍷 HARMONIZAÇÕES THE SIMPLE SHOP × RADAR DO VINHO.
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Cordeiro braseado com purê de mandioquinha e demi-glace
Casamento pesado, e ainda bem. O cordeiro cozido lentamente até desmanchar pede um tinto com taninos maduros pra não competir com a maciez da carne, e o Casa Grande entrega isso com sobra. O demi-glace ganha companhia nas notas de tabaco e cedro do vinho, a mandioquinha adoçada equilibra a estrutura tânica, e cada colherada faz o vinho abrir novos aromas. Prato de inverno virando lembrança.
Costela bovina de 12 horas com molho barbecue defumado
A gordura entremeada da costela precisa de estrutura pra ser cortada, e a Tannat foi feita pra essa missão. O molho barbecue com seu doce-defumado dialoga direto com as frutas negras do vinho, o toque mentolado do Cabernet Franc aparece limpando o palato, e a acidez viva impede que a refeição vire monotema. Domingo no fogão baixo com nível.
Feijoada completa com couve refogada
Sim, feijoada pede vinho — e a certa. O Casa Grande tem estrutura suficiente pra enfrentar as carnes defumadas, taninos maduros que não brigam com o feijão preto, e uma acidez que corta a gordura toda. A couve refogada com alho traz um verde que dialoga com as ervas do vinho. Sábado brasileiro no seu ponto certo.
Hambúrguer com queijo cheddar envelhecido e cebola confitada
Testa e não me esquece. A gordura do burger, o umami do cheddar envelhecido, e a doçura da cebola confitada montam um trio que adora um tinto encorpado. O Casa Grande abraça tudo sem sufocar, deixa o pão de brioche brilhar, e ainda sobra vinho na taça pra continuar a conversa depois do prato. Comida de balcão virando refeição.
No fim, o Casa Grande Red Blend é sobre isso: um tinto que te lembra que vizinho bom mora perto — o Uruguai faz vinho grande sem fazer barulho. Serve numa taça generosa, deixa respirar uns 15 minutos, e reserva um tempo pra saborear. 🍷🇺🇾
Ficha técnica
Uva(s)
Tannat, Cabernet Franc, Merlot
Região
Canelones, Uruguai
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