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R$ 23,91
Sobre este vinho
O Casa Motter Bordô Suave é aquele vinho de memória afetiva engarrafado. Sabe aquele almoço de domingo na casa da vó, aquela conversa de fim de churrasco quando ninguém quer ir embora, aquele copo americano cheio até a boca porque taça-ninguem-liga? Ele é isso. Não pretende ser sério, não quer competir com nenhum tinto seco importado — ele quer só fazer você sorrir e lembrar de onde vem.
Feito na Serra Gaúcha com uva Bordô (também conhecida como Ives, uma uva americana que se adaptou lindamente ao Rio Grande do Sul), é aquele tinto de mesa clássico brasileiro — o vinho que fez a história do interior gaúcho. Na taça, aparece com um rubi vivo, quase violeta, com aquele aroma inconfundível de suco de uva concentrado, um leve terroso, e aquela docinha característica que faz o coração aquecer no primeiro gole. Na boca é macio, adocicado sem enjoar, com corpo médio, taninos praticamente ausentes, acidez suave e um final curto mas gostoso. Não é vinho de análise — é vinho de acompanhar, de conversa longa, de rir alto.
É o tinto que a gente cresceu tomando escondido dos pais e hoje serve com orgulho.
**Teor alcoólico:** 10,5%
**Curiosidade**
A uva Bordô (Ives) tem uma história curiosa: é uma variedade americana (Vitis labrusca), a mesma família das uvas Concord e Niagara. Foi trazida pro Brasil no fim do século XIX e virou uma das uvas mais plantadas do Rio Grande do Sul justamente por ser rústica, resistente e produtiva. Vinhos de Bordô têm aquele "gostinho de vinho de mesa" característico — nariz que lembra suco de uva integral — e por isso são tradicionalmente comercializados como suaves. Não é vinho pra concorrer com Bordeaux (piada intencional), é vinho pra estar presente em todo almoço em família. E tem gente que curte muito mais isso do que qualquer safra premiada.
Harmonizações e notas
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🍷 HARMONIZAÇÕES THE SIMPLE SHOP × RADAR DO VINHO.
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Costelinha de porco assada com molho agridoce e abacaxi grelhado
Casamento que faz sentido no primeiro gole. A doçura suave do vinho encontra a doçura do abacaxi caramelizado, o molho agridoce ganha um contraponto frutado da uva Bordô, e a maciez da costelinha combina com a ausência de taninos agressivos. Almoço de domingo com aquele tempero da infância brasileira.
Frango caipira ensopado com polenta cremosa
Prato de fogão a lenha pede vinho de bisavó. O frango caipira com molho encorpado abraça a doçura do vinho suave sem competir, a polenta amarela funciona como colchão pra estrutura leve do tinto, e o resultado é aquela refeição que aquece por dentro. Colher raspando no fundo do prato, taça enchendo de novo.
Pizza calabresa com muita mussarela
Sério, não julga. A gordura da mussarela e a pimenta da calabresa pedem um vinho com um pouco de doçura pra equilibrar, e o Casa Motter Suave entrega isso sem drama. Sexta à noite no sofá, pizza na caixa aberta em cima da mesa, ninguém precisa fingir que a taça é de cristal. Autenticidade se serve morna.
Pão de queijo quentinho com café ou como acompanhamento
Aqui é herege pra sommelier europeu, mas é pura verdade brasileira. Pão de queijo tem gordura, tem elasticidade, e um vinho suave leve funciona como um "refresco" no meio das mordidas — especialmente numa tarde fria. Vinho não precisa sempre acompanhar prato principal. Às vezes só precisa fazer companhia.
No fim, o Casa Motter Bordô Suave é sobre isso: aquele vinho sem pose que vale pela memória, pela conversa, pelo momento. Um copo generoso, alguém do lado, e a garrafa que acaba antes da noite. 🍷❤️
Ficha técnica
Região
Serra Gaúcha, Brasil
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