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R$ 113,00
Sobre este vinho
O Castillo de Jumilla Monastrell / Tempranillo é aquele tinto espanhol que resolve a noite sem ficar querendo aparecer demais. Sabe quando você quer um vinho encorpado, com personalidade, mas que não custe uma fortuna e não peça ocasião especial? É exatamente esse o papel dele — e ele cumpre com aquele jeitão descontraído que só o sul da Espanha sabe entregar.
Vindo de Jumilla, região quente e seca no sudeste espanhol, é um blend feito com duas uvas que se completam belamente. A Monastrell (que os franceses chamam de Mourvèdre) é a alma rústica do vinho: uva de casca grossa, criada sob sol forte, ela traz corpo, taninos firmes, fruta madura e um toque especiado quase selvagem. Já a Tempranillo entra na jogada pra suavizar as arestas, adicionando notas de cereja, ameixa e um fundo aveludado que faz o vinho ficar redondo no palato. Na taça, aparece com um vermelho-cereja intenso, brilhante, sem meias-medidas. No nariz, é convite: frutas vermelhas maduras, um toque de baunilha discreta, alecrim, terra molhada de campo mediterrâneo. Na boca, é firme mas amigável, com acidez equilibrada e um final longo que pede o próximo gole sem pressa.
É o tipo de vinho que faz uma pizza de quarta virar noite espanhola.
**Teor alcoólico:** 13,5%
**Curiosidade**
Jumilla é uma das regiões mais antigas da Espanha na produção de vinho — tem gente fazendo vinho ali desde 3.000 a.C. E tem um detalhe fascinante: quando a filoxera (aquela praga que dizimou vinhedos europeus no século XIX) chegou por lá, os solos arenosos de Jumilla foram um dos poucos lugares que resistiram — e a Monastrell segue plantada em muitas vinhas pé-franco, sem enxerto. Ou seja: você está bebendo um vinho feito com uva descendente direto da raiz original, o que é raríssimo hoje em dia. Autenticidade em cada gole.
Harmonizações e notas
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🍷 HARMONIZAÇÕES THE SIMPLE SHOP × RADAR DO VINHO.
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Cordeiro assado ao alecrim com batatas rústicas
Casamento clássico do Mediterrâneo. A carne do cordeiro tem sabor pra encarar os taninos firmes da Monastrell, o alecrim ecoa as notas herbais do vinho, e as batatas rústicas trazem aquele fundo terroso que amarra tudo. Cada garfada parece uma tarde de domingo em Múrcia — mesmo se for numa quinta em casa.
Paella de coelho e chouriço com açafrão
Prato espanhol pede vinho espanhol, e aqui a lógica funciona à perfeição. O chouriço defumado dialoga direto com o toque especiado da Monastrell, o coelho ganha peso com a estrutura do vinho, e o açafrão traz uma profundidade aromática que faz a taça abrir novos ângulos. Almoço vira viagem cultural sem sair da mesa.
Hambúrguer artesanal com queijo derretido e cebola caramelizada
Sexta à noite resolvida. A gordura da carne pede taninos pra limpar o palato, o queijo derretido pede corpo, e a cebola caramelizada traz um toque adocicado que casa com a fruta madura da taça. Combo despretensioso que faz descobrir por que vinho bom não precisa de garfo e faca.
Feijoada leve de sábado com couve refogada
Sim, funciona — e funciona muito bem. A gordura da carne de porco pede os taninos firmes da Monastrell, a couve refogada traz o frescor herbal que equilibra, e a acidez do vinho corta a suculência do prato sem briga. Feijoada de sábado com um espanhol na taça: combinação improvável que vira tradição depois da primeira vez.
No fim, o Castillo de Jumilla é sobre isso: um tinto honesto, encorpado, com raiz antiga e alma mediterrânea, que entrega mais do que promete. Serve numa taça generosa, deixa arejar um pouco, e prepara-se pra uma noite bem servida. 🍷🇪🇸
Ficha técnica
Tipo
Tinto médio-encorpado
Uva(s)
Monastrell + Tempranillo
Região
Jumilla, Múrcia, Espanha
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