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R$ 55,75
Sobre este vinho
O Monte Ermos é aquele achado do Douro que rebate a ideia de que "vinho bom português custa caro". Blend clássico da região — Touriga Nacional (a rainha portuguesa), Tinta Roriz (a Tempranillo local) e Touriga Franca (a companheira de peso) — trazendo pra taça um retrato bem fiel do que o Douro sabe fazer: intensidade, fruta escura e aquele traço rústico charmoso da terra xistosa.
Na taça, cor rubi profundo com reflexos violáceos. No nariz, amora, ameixa preta, um toque de figo maduro, hint de pimenta e alecrim seco, aquele ar de mato português que a Touriga Nacional gosta de mostrar. Na boca, é encorpado sem exagero, taninos presentes mas maduros, acidez equilibrada e um final médio com nota terrosa que fecha bem o gole. Tinto pra jantar fartinho, pra churrasco de domingo, pra abrir sem cerimônia numa terça qualquer.
**Teor alcoólico:** 13,5%
**Curiosidade**
O Douro foi a primeira região vitivinícola demarcada e regulamentada do mundo — em 1756, por decreto do Marquês de Pombal. Antes de Bordeaux, antes de Chianti, antes de qualquer outra. Os portugueses inventaram o conceito de "denominação de origem" pra proteger o vinho do Douro de falsificações que já rolavam na época. Cada garrafa de lá carrega quase 270 anos de tradição regulamentada. Não é pouca coisa.
Harmonizações e notas
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🍷 HARMONIZAÇÕES THE SIMPLE SHOP × RADAR DO VINHO.
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Bacalhau à Zé do Pipo com purê gratinado
Prato português tradicional pede vinho português tradicional. O bacalhau demolhado com cebola caramelizada pede tanino maduro, o purê gratinado abraça o corpo médio do vinho, e a nota terrosa do final do Monte Ermos fecha o encontro com a rusticidade elegante do prato. Portugal na mesa em duas frentes.
Costeleta de porco assada com maçã caramelizada e couve refogada
O porco assado pede tinto encorpado, a maçã caramelizada encontra espelho na fruta madura do vinho, e a couve traz aquele fundo verde que dialoga com o toque de alecrim do Monte Ermos. Almoço de fim de semana que impressiona sem cozinha complicada.
Bife acebolado com arroz e batata frita
Prato de dia comum, vinho de dia comum. E funciona demais. O bife suculento se rende ao tanino do Douro, a cebola caramelizada ama fruta madura, e a batata frita — como sempre — encontra parceria com qualquer tinto decente. Terça-feira virou noite gostosa.
Feijoada portuguesa com feijão branco e chouriço
Não é a feijoada brasileira, é a portuguesa mesmo: feijão branco, chouriço, morcela, orelha e couve. Prato robusto que pede vinho robusto. O Monte Ermos entra segurando toda a untuosidade dos embutidos, a acidez limpa o palato, e cada colherada pede o próximo gole. Combo raiz.
No fim, o Monte Ermos é sobre isso: Douro na sua mesa por preço amigo, sem abrir mão do caráter que fez a região virar patrimônio. Abre, deixa respirar cinco minutinhos, e sente Portugal chegando. 🍷🇵🇹
Ficha técnica
Uva(s)
Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca
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